Esse
filme é baseado no livro de Jon Krakauer, e ambos contam a verídica história do
estadunidense Christopher Johnson McCandless – o personagem principal. Aliás,
interpretado de forma muito verossímil por Emile Hirsch. As várias fases que o
filme propõe são incorporadas pelo ator e passadas ao público como parte de um
conjunto muito bem feito. A fotografia, outro importante elemento fílmico, é
bem produzida e conquista o público com muita facilidade devido à sua boa produção.
Dois
pontos fundamentais da obra merecem destaque. Primeiro, a fuga da cidade é uma
crítica às convenções sociais criadas e obedecidas por todos. Em segundo lugar,
a obra leva o público a perceber a fragilidade do personagem de uma forma cruel
e real. O homem é um animal social, segundo Aristóteles. E baseado nessa
afirmativa, podemos classificar a escolha de fugir dos padrões sociais impostos
como uma decisão passível de duas alternativas: se incluir na sociedade
aceitando as regras, ou não se incluir e ser coibido à exclusão dela (como é o
caso do personagem).
A fuga para o completo
isolamento em busca da liberdade total se torna um pesadelo quando, após uma
longa jornada percorrida por vários lugares onde há sociabilidade, o jovem
Christopher acaba, ironicamente, em um ônibus (símbolo marcante da sociedade
urbana) abandonado longe de qualquer contato com o homem. E é neste momento que
a natureza se apresenta para ele da forma como ela é sem as intervenções
sociais do homem: ao ingerir uma planta venenosa, o rapaz acaba condenado a
passar os últimos dias da sua vida definhando rumo à morte. E é nesse momento
em que ele se mostra arrependido e conclui que “a felicidade só é verdadeira
quando compartilhada”. Uma clara alusão à sociabilidade do homem. Essa é a
mensagem central, repassada lucidamente com uma produção fílmica bem feita.
Ficha
Técnica
Filme: Na Natureza Selvagem (título
original: Into The Wild).
Data de Estreia: 2007.
Direção: Sean Penn.
Duração: 148 minutos.
Gênero: Biografia, Aventura e Drama.
País de Origem: Estados Unidos.
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