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O ano de 2015 está bem favorável para o retorno de grandes clássicos do cinema. Isso é o que podemos dizer de “Mad Max: Estrada da Fúria” e “Jurassic World”, que arrebataram bilheterias gigantescas e o saudosismo de críticos e fãs. Nessa mesma linha de reencontro com o passado, “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, quinto filme da franquia, marca o retorno de Arnold Schwarzenegger como o cyborg T-800, que volta do futuro para proteger Sarah Connor, dessa vez interpretada pela grande revelação de Hollywood, Emilia Clarke.

Dirigido por Alan Taylor, “O Exterminador do Futuro: Gênesis” inicia sua saga no ano de 2029 em um mundo desolado onde humanos lutam constantemente contra as máquinas. Ao saber que a Skynet enviou um exterminador para o passado, John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta a 1984 para proteger sua mãe, Sarah Connor. Desta forma, seu nascimento será garantido e os planos da Skynet frustrados.


Ao chegar em Los Angeles, Reese é surpreendido pelo cyborg T-1000 (Byung-Hun Lee), um exterminador capaz de se transmutar e que foi o antagonista de “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final”. Do outro lado, o cyborg T-800 (Schwarzenegger) sai em busca de Sarah para eliminá-la, mas é surpreendido por outro T-800 que já vivia naquele tempo e tinha como missão protegê-la.

Só que o ano de 1984 não é mais o mesmo do primeiro filme. Uma pessoa desconhecida enviou T-800 anos antes para proteger a vida de Sarah e ele a cria como se fosse sua própria filha. “Velho, mas não obsoleto”, como o próprio exterminador gosta de frisar, T-800 está mais humanizado e tenta fazer piadas mesmo que elas não sejam muito bem colocadas.

Ao se deparar com a nova realidade, Reese, que antes tinha a missão de guarda a vida de Sarah, percebe que é ele o protegido da nova heroína e do exterminador. Assim, os três saem em busca de uma forma de destruir a Skynet antes que ela seja criada. Para Sarah, a solução seria transportar-se para 1997.

Reese adverte que devem ir para o ano de 2017, pois ao sair do futuro ele adquiriu, na passagem de tempo, memórias que nunca tinha vivido, mas que de alguma forma sabia que eram suas. A Skynet agora se chama Gênesis, um aplicativo para dispositivos móveis que tem como missão destruir os seres humanos.


Spoiler –
Sem dúvida alguma, o maior spoiler de “O Exterminador do Futuro: Gênesis” é o próprio trailer. Ele, por si só, já conta todo o filme e as principais reviravoltas da trama. Em entrevista ao Uproxx, o diretor Alan Taylor confirmou que o marketing entregou demais e estragou uma das maiores surpresas da história.

Ainda segundo o diretor, a Paramount Pictures estava tão preocupada com que as pessoas pensassem que o filme fosse um reinício dos dois primeiros filmes da franquia dirigidos por James Cameron que o trailer acabou mostrando cenas demais para que o público desassociasse a ideia de reboot.

Apesar disso, o filme apresenta bem o que as grandes produções de Hollywood estão fazendo no momento: montagens com cenas de ação improváveis e efeitos especiais primorosos.


Atuações –
Depois do fracasso de “O Exterminador do Futuro 4: Salvação”, que não contou com a principal estrela do filme, Arnold Schwarzenegger retorna a franquia que o consagrou em um tom bem divertido. Seu T-800 é tem mais falas que os outros já feitos por ele com uma ressalva: ele está mais humano. Apesar de seu sistema operacional não admitir, o cyborg assume relações afetivas com sua protegida que o chama carinhosamente de “papi”.

Emília Clarke, estrela ascendente de Hollywood, também faz uma Sarah convincente. Desvinculando qualquer semelhança com Linda Hamilton, que interpretou a personagem nos filmes de Cameron, a Sarah de Clarke é morena, mas reúne as principais características da sua antecessora. Ela é, ao mesmo tempo, insegura e guerreira.

Jai Courtney é o que mais destoa em toda a produção. O personagem perdeu qualquer semelhança com o Resse interpretado por Michael Biehn. É como se o personagem sequer tivesse existido na trama de tão distante que se tornou. Em contrapartida, Jason Clarke faz o melhor John Connor de todos os filmes da franquia. Perspicaz e obsessivo, Clarke permite com que os fãs sintam amor e ódio pelo personagem na mesma medida.

Desta forma, o “O Exterminador do Futuro: Gênesis” faz um saudoso retorno aos dois primeiros filmes da franquia. Várias cenas, como o diálogo com os punks, a perseguição na loja de roupas e a propaganda do tênis da Nike, além dos próprios efeitos especiais são muito semelhantes aos filmes dirigidos por James Cameron.


Saiba mais –
“O Exterminador do Futuro: Gênesis” inaugura uma nova trilogia da franquia. Schwarzenegger confirmou que retornará para as gravações do sexto filme da série, que tem previsão para estreia nos cinemas em 19 de maio de 2017. O fim da nova trilogia chega aos cinemas em 29 de junho de 2018.

Inicialmente, os direitos da franquia “O Exterminador do Futuro” pertenciam ao diretor James Cameron. Ele foi casado com a atriz Linda Hamilton, que protagonizou os dois primeiros filmes, mas após o divórcio, Cameron negociou os direitos da franquia com a ex-esposa. 

Ao se separaram, Hamilton vendeu os direitos da franquia para a Carolco Pictures, e os direitos passaram de empresa a empresa até acabar nas mãos da Skydance Productions e Annapurna Pictures, produtoras da nova trilogia. Cameron não recebe um centavo de lucro com os filmes até que os direitos voltem para sua propriedade, em 2019 – vinte anos após sua venda.


 Comentário publicado no jornal O Estado do Maranhão.

É de se colocar as expectativas lá no chão. Assim fiquei após assistir “Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza”. Depois de um péssimo “Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses”, nada mais justo do que proporcionar aos fãs da saga um filme memorável e que contemplasse boas histórias, lutas apoteóticas e o humor sagaz que só a série é capaz de ter. Não, não foi nada disso que aconteceu.

Dirigido por Tadayoshi Yamamuro, com roteiro do criador da série, Akira Toriyama, o filme é produzido pela Toei Animation Company e distribuído pela Fox Filmes. Nada disso foi o bastante para fazer com que os apaixonados por DBZ saíssem das salas de cinema e afirmassem: - Que massa! Matei a saudade! Viu aquela luta de Goku? E freeza? Cara, pensei que Freeza fosse acabar com a Terra!

Não, nenhuma dessas expressões podem ser comuns aos fãs, que mais uma vez se sentem decepcionados com as adaptações para o cinema da saga de Goku e seus amigos. Eu, que passei parte da minha infância e adolescência acompanhando todas as superações desses guerreiros pela TV Globinho, (sim, havia um programa infantil da Rede Globo todas as manhãs em que era exibido exclusivamente para a TV aberta o desenho) me senti perplexo com o desenvolver da história ao passar pouco mais de 90 minutos em uma sala de cinema.

O filme se passa pouco tempo depois de “Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses”. Dessa vez, Goku e Vegeta não estão na Terra, mas em um treinamento intensivo com Whis, uma espécie de deus que controla o tempo e que ensina artes marciais tanto para o deus da destruição, Bills, quanto para os sayajins.


Pausa para um comentário sobre Whis e Bills.

Whis tem a pele azul, cabelo branco, e características muito afeminadas. É calmo, ágil e adora comer doces. Aliás, é através da comida que ele controla os impulsos destrutivos de Bills. Esse personagem garante boas risadas durante o filme justamente por sua atitude caricata. É meio surreal, em um desenho tão “para meninos”, ver um personagem com trejeitos afeminados. Pelo menos na sessão em que assisti o filme todos gostaram das loucuras de Whis e, convenhamos, ele é bem irado mesmo. Enquanto isso, Bills é uma espécie de cachorro. Como este animal, dá sinais de raiva quando rejeitado, mas ao lhe oferecer um bom prato de comida logo fica dócil. Ele também tem momentos engraçados. É petulante e se acha o cara mais forte de todo o universo.

Na Terra, Buma é surpreendida por Jaco, um patrulheiro galáctico, que lhe conta que Sorbet e Tagoma, dois sobreviventes de seu exército Freeza, o havia ressuscitado graças as esferas do dragão. Ao voltar do inferno terráqueo, Freeza decide pôr em prática seu plano de vingança contra Goku e Trunks, os dois sayajins que lhe assassinaram em outras ocasiões.

A partir de então, Buma reuni Gohan, Piccolo, Mestre Kame, Kuririn e Tenshinhan para atrasar os planos de destruição da Terra de Freeza até que Goku e Vegeta retornassem do treinamento do Bills e Whis. Eles conseguem, mas sabe aquelas lutas que não empolgam ninguém?

Kuririn já é pai de família e trabalha como policial. Gohan também havia abandonado os treinos para se dedicar a família, tanto que na luta aparece com roupas de academia. Gente, essas roupas? Não dá, né? Mestre Kame surpreende por sua “força” vinda do nada. É hilário.

A esperança para o clímax estava guardada para o retorno de Goku e Vegeta. Eles chegam a Terra, dão uma porrada aqui e outra ali, mas... assista o filme para não dizer que estou dando spoiler demais. Algo que posso adiantar e que já tem nos trailers é o fato de Freeza ficar dourado (acho que ele sempre sonhou em ser sayajin) e Goku e Vegeta ficarem com os cabelos azuis (senti que os guerreiros assistiram muito Avatar ou Os Smurfs).

 Só lhe garanto uma coisa: não crie expectativas. 




Ontem (15) tive a oportunidade de ir ao cinema e assistir a comédia “A Espiã Que Sabia de Menos”, estrelado por Melissa McCarthy. O filme estreou há duas semanas nos cinemas brasileiros e até então não tinha me despertado interesse de assisti-lo. Este é o terceiro filme do diretor Paul Feig com a atriz Melissa McCarthy, após “Missão Madrinha de Casamento” (2011) e “As Bem-Armadas” (2013), que fez ao lado de Sandra Bullock. Contudo, resolvi dar uma moralzinha para a atriz, apesar de ainda não ter assistido nenhum filme protagonizado por ela.
Em “A Espiã Que Sabia de Menos”, McCarthy interpreta a agente Susan Cooper, que trabalha como analista de base da CIA. Rebaixada do cargo mais elitizado da empresa de investigação, Cooper monitora as ações de outro agente, Bradley Fine (Jude Law), por quem nutre extrema admiração e uma paixão platônica. Por uma escuta, Fine obedece aos comandos de Cooper, que o assessora e faz com que todas as suas missões sejam bem sucedidas.

 - Ah, fala sério, né? Já pensou se todo o trabalho dos agentes federais fossem assim? Seria moleza e qualquer um poderia se tornar um caçador de terroristas. Mas, ok, tudo bem, vamos voltar ao filme.

Cooper é morta de apaixonada pelo agente Fine.

Até que em uma missão, Fine se vê cercado pela terrorista Raina Boyanov (Rose Bryne), uma búlgara que tem por finalidade vender uma bomba nuclear para outro terrorista, Solsa Dudaev (Richard Brake), com a intermediação de outro vilão, De Luca (Bobby Carnnavale), uma espécie de mafioso no melhor estilo italiano, que faz pinta de galã e anda pra cima e pra baixo com uma bengala. Raina é sedutora, usa roupas coladas e não sai do salto alto para nada. Os cabelos vivem peteados sob forte ação de um laquê que nem depois da cena mais violenta de ação é capaz de mover um fio sequer. Esse produto e poderoso. Queremos.

Os looks da terrorista Raina são bem descolados. Os cabelos, impecáveis.

Raina mata Fine [não é spoiler] e parte o coração da agente Cooper, que a partir de então decide vingar a morte do seu grande amor. Desesperados com o desfecho da missão, a CIA reúne seus melhores agentes para encontrar uma forma de localizar Raina, que havia sumido do mapa. Um desses agentes, o boca suja Rick Ford (Jason Statham), não aceita as condições da chefona da CIA, Elaine Crocker (Allison Janney), que envia Cooper para resolver toda a situação.
Cooper, na verdade, é uma agente bem habilidosa. Apesar de estar muito acima do peso, ela é ágil e desenvolta. Durante seu treinamento inicial para se tornar um integrante da CIA, ela foi orientada por Fine, que apesar de reconhecer suas habilidades, a aconselhou a ficar monitorando outros agentes por uma escuta.

- É nessa hora bem aí que percebemos uma pitada machista e gordofóbica. Por ela ser mulher e, convenhamos, um pouco acima do peso, Fine descartou qualquer hipótese de Cooper sair em missão e perseguir bandidos. Resultado: ela passou dez anos trancafiada numa sala cheia de morcegos e ratos orientado agentes em suas missões.

Assumindo a identidade de agente da CIA, Cooper sai em busca de Raina e é aí que toda a comédia do filme se desenrola. Os disfarces de Cooper são hilários. É um pior que o outro. Ela faz a tia gorda que se veste como hippie e vai turistar em Paris, a velha que cuida de dez gatos e usa camisa de gatos, até se transformar em uma diva, rainha, poderosa, chefona da máfia que usa um vestido preto para lá de requequé que só diminui a cintura, mas deixa os quadris mais largos que o Oceano Pacífico.

As falsas identidades da agente Cooper arrancam muitas gargalhadas.

Uma coisa é importante salientar: Cooper evolui muito durante o filme. No começo, ela é apenas uma mulher tímida, sonhadora, que vive apaixonada pelos músculos definidos e olhos sedutivos de Jude Law, mas ao sair em missão, ela revela ser uma mulher forte, meio machona, senhora da razão e que fala muito palavrão (nessa parte bem aqui ela praticamente imita as atitudes de Statham, que faz um humor meio forçado, mas que em sintonia com McCarthy até que passa de supetão).
Cooper também tem uma amiga, que é da CIA, e arranca muitas gargalhadas do público. Seu nome é Nancy (Miranda Hart). Ela, na verdade, faz aquela linha de mulher alta, meio lesada, tipo o Salsicha, do desenho “Scooby Doo”. Uma das cenas mais hilárias acontece quando Nancy diz que quando sair em missão vai adotar a alcunha “Suely Poltergeist”. É de se lavar de rir.

Em missão, a agente Cooper não brinca em serviço. 

Assisti o filme dublado. Então, pude perceber algumas semelhanças com a realidade brasileira. Por exemplo, o filme é recheado de expressões comumente usadas na internet, como “Eita, Giovana!”, “Segura esse forninho”, “Kátia Cega”, “Só que não”, “Chupa essa uva” e outros tantos. Achei essa dinâmica bem interessante, pois deixa a atração próxima do expectador, principalmente do internauta.

“A Espiã Que Sabia de Menos” já deve estar próximo de sair de cartaz, mas super recomendo você, leitor do blog O Mistério das Raposas, que curte uma boa comédia, para assistir. É leve, apesar dos muitos palavrões, e tem um desenrolar muito previsível, mas atrativo. Desde o início do filme você consegue perceber como ele vai terminar, mas mesmo assim, ele não deixa de ser interessante. Para falar a verdade, é um dos poucos filmes que assisti nesse gênero e que não tive a vontade de sair da sala de cinema. 

 Cooper evolui durante o filme. De meiga e tímida, transforma-se numa mulher cheia do girl power. 

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros não foge a linha dos seus antecessores: apresenta um parque construído para mostrar ao mundo criaturas extintas há milhões de anos, que a ciência conseguiu trazer de volta à vida. Neste parque, todos os dinossauros são criados com base genética alterada para torna-los mais atraentes. E é com esse “brincar de Deus” que é criada uma criatura jamais vista naquele parque, e nem na história do mundo inteiro: a Indominus Rex. E é claro que os nossos protagonistas Owen (Chris Pratt), Claire (Bryce Dallas Howard), Gray (Ty Simpkins) e Zach (Nick Robinson) vão enfrentar um problemão quando tudo sai do controle na ilha Nublar (mesmo lugar do primeiro filme).

Pela primeira vez nessa saga de dinossauros, aparece uma espécie marinha. E, por sinal, chama muita atenção não só do público do Jurassic World, mas também do público do filme

É fato que os dinossauros da Universal Studios estavam fazendo falta nas telonas. Ok. Todos vemos Jurassic Park o tempo inteiro sendo exibido na TV aberta e em muitos canais pagos também. Mas nada como ver esses gigantes em uma tela proporcional à sua grandeza. O recém estreado Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, do diretor Colin Trevorrow (Steven Spielberg, diretor de dois dos três primeiros filmes desta saga, ficou responsável pela produção) permite esta esplendorosa experiência a todos. Corre, gente! Todos a bordo do Jurassic World!

O Jurassic World se passa depois das experiências mal sucedidas do Jurassic Park. Mas, como o dinheiro é o que move o mundo, inclusive o fictício, foi-se criada novamente uma oportunidade para o mundo conhecer os dinossauros. Agora, imaginem só: se os dinossauros criados exatamente como eram já apresentavam o maior perigo para todos, imaginem dinossauros modificados geneticamente, com características de diversas espécies concentradas apenas em uma... pois é. Já dá pra ficar tenso, né? O filme proporciona essa sensação o tempo inteiro. Bom, vamos à análise.

Nesta parte do filme, o Jurassic World está em alerta de perigo, mas os irmãos Zach e Gray ignoram o aviso

Tudo começa quando os irmãos Gray e Zach partem para uma visita ao mundo dos dinossauros encorajados pelos pais. Ao chegarem lá, são entregues por Claire (tia deles e chefona do parque) para uma babá, que os perde de vista na primeira oportunidade. Gray, por ser menor e mais interessado pelo mundo dos dinossauros, inicia a jornada totalmente fascinado por estas criaturas. Eles nem imaginavam que o conselho dado pela mãe deles antes de partirem para o Jurassic World iria ser colocado em prática em tão pouco tempo -"E, lembrem, se algo lhes perseguirem, fujam!". (comentário à parte, eu ficaria com a mesma excitação de Gray para conhecer os dinossauros, e não consigo imaginar como alguém conseguiria não ficar).

Enquanto os garotos passeiam pelo parque, a tia deles trabalha incansavelmente. Claire comanda toda a equipe do parque, e supervisiona as criações geneticamente modificadas. Ao apresentar o Indominus Rex para o administrador do parque, Simon Masrani (Irrfan Khan), ele manda chamar o ex-militar Owen, que conduzia uma pesquisa comportamental com um grupo de quatro velociraptors, para analisar a viabilidade da nova atração.

Nosso protagonista Owen, lidando com um grupo de Velociraptors - que serão muito úteis no desenvolver da trama

Owen avalia de cara que as condições de criação do inteligente réptil Indominus poderia gerar um grande problema para todos. Além de ter sido criada (é uma fêmea) sozinha em cativeiro e ter devorado a sua irmã por lá mesmo, devido ao isolamento, este dinossauro não entende o conceito de cadeia alimentar, e poderia devorar tudo que encontrasse pela frente. E, adivinhem o que acontece... Como eu já tinha comentado antes, os dinossauros são modificados geneticamente, e recebem características de outros animais.

[ATENÇÃO, CONTÉM SPOILER ~mas nem tanto~] A Indominus possui, dentre outras características, porte físico do Tiranossauro Rex, habilidade de camuflagem e também a capacidade de esconder a sua temperatura corpórea. E essa habilidade de esconder a temperatura faz com que os computadores não a encontrem dentro do cativeiro.  Não preciso dizer que isso não vai acabar bem, né? [ACABOU O POSSÍVEL SPOILER].

Em uma das partes mais emocionantes do filme, Owen se junta ao Velociraptors para deter a Indominus Rex

E aí, vocês podem imaginar o desenrolar do filme. Muita emoção, muita aflição e muitas cenas cômicas, também. Destaque para o choque de dinossauros que envolve boa parte do filme, e que dá uma sensação de alívio por estes répteis já estarem extintos e não dominarem mais o mundo. É luta de gigante!

A Indominus Rex invade o ambiente dos dinossauros voadores, causando ainda mais problemas para o parque

São legais também, em Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, as referências aos filmes passados, como quando um funcionário do parque está usando uma camisa do Jurassic Park; quando um cenário abandonado é revelado parte do antigo parque; ou até mesmo quando um velho conhecido do Jurassic Park entra em cena para protagonizar uma das melhores partes do filme [se falar mais do que isso, vai ser spoiler demais!]. A única ressalva nem tão positiva é em relação aos recursos 3D. Talvez o filme pudesse ter explorado melhor essa tecnologia, mas não explorou. O recurso, portanto, se torna não tão memorável para este filme.

Claire convidando um velho conhecido de Jurassic Park para destruir também no Jurassic World

Então, sem dúvidas, Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros segue a linha dos filmes passados e, quem gostou dos anteriores, gostará de assistir este. Ele é ainda melhor.

Outros filmes com muita ação que também estrearam no período de maio e junho, são Mad Max: Estrada da Fúria e Terremoto: A Falha de SanAndreas. Confira as críticas dO Mistério das Raposas para estes também!



Confira abaixo o trailer de Jurassic World!



Ficha Técnica

Filme: Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World).
Data de Estreia: 2015.
Direção: Colin Trevorrow.
Duração: 124 minutos.
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica.
País de Origem: Estados Unidos da América (EUA).
Casey Newton maravilhada com uma cidade de Tomorrowland

Visual, criativo e futurista, o novo blockbuster da Disney agrada àqueles que procuram lindas fotografias nas telonas do cinema. Na narrativa, os sonhadores Frank Walker (George Clooney) e Casey Newton (Britt Robertson) se encontram em uma aventura atemporal para salvar o mundo do futuro certo que o espera.

O filme nos apresenta dois lugares muito diferentes. No tempo presente, o nosso mundo, onde há todas as adversidades conhecidas, e um mundo futurístico onde só as pessoas mais inteligentes e criativas habitam: Tomorrowland. É um lugar repleto de criações científicas e futurísticas que encantam qualquer pessoa. E é para este lugar onde "nada é impossível" que a simpática e misteriosa Athena (Raffey Cassidy) leva, por meio de uma medalha que serve como transporte, os protagonistas. Mesmo contra a vontade do mal humorado e pessimista David Nix (Hugh Laurie, o eterno Dr. House).

Ao tocar na medalha dada por Athena aos escolhidos para conhecerem o futuro, Casey Newton é transportada para Tomorrowland

Na narrativa, o maléfico David Nix desacredita totalmente em um futuro melhor. As atitudes pessimistas das pessoas do mundo no presente conseguem afetar Tomorrowland, já que este é o mundo do futuro. E David tenta, a todo custo, impedir que Athenas continue o recrutamento de novos sonhadores para reconstruir Tomorrowland. O trabalho dele se torna muito difícil quando Athenas conhece Casey - uma jovem sonhadora, algo cada vez mais raro no mundo atual - e a leva para ajudar a contruir um futuro melhor em Tomorrowland.

Fazendo uma apropriação da realidade, a Disney apresenta ao público um lugar que realmente existe (não necessariamente com tudo mostrado no filme): Tomorrowland. Esse é um dos lugares do parque de diversão californiano da Disneylândia. E é, assim como no filme, "o lugar onde o futuro acontece". 

Tomorrowland - Disneylândia, Califórnia (EUA)

O filme se delonga muito para desenvolver o seu enredo, tornando algumas partes muito monótonas. Em compensação, a fotografia e os efeitos especiais conseguem tornar esta produção digna das grandes telas. É a Disney sendo a Disney.

Em resumo, o filme tenta passar algumas críticas à realidade atual. As pessoas estão muito desleixadas em relação ao futuro, e muitos, na verdade, nem ligam se ele irá ser bom ou ruim. Diferente da maioria, Frank Walker e Casey Newton acreditam no maravilhoso futuro mostrado a eles em Tomorrowland e, ao perceberem que o vilão David Nix está tentando destruir tudo apresentando a todos uma leitura de um futuro com muita destruição, caos, traição, guerras e tudo mais que existe de verdade na nossa realidade, eles tentam, como bons sonhadores que são, reverter a situação, com base na esperança de um futuro melhor. 

Da direita - Casey Newton, David Nix e Frank Walker

Em algumas partes muito clichês, o vilão David Nix destaca essa visão do filme de forma óbvia e... Clichê. Na verdade, é complicado reclamar por isso pelo fato de o filme ser voltado, sim, para toda a família, mas, no final das contas, The Walt Disney Company tem como foco principal o público infantil. E a forma escrachada como a história é contada para alguns pode soar nem tão negativa para outros. Para mim, o filme não consegue passar de forma inteligente a sua mensagem principal. 

O filme todo reserva ótimos momentos cômicos e também emocionantes. Vale a pena conferir!

Confira o trailer de Tomorrowland: um lugar onde nada é impossível


Ficha Técnica

Filme: Tomorrowland: o lugar onde nada é impossível (Tomorrowland).
Data de Estreia: 2015.
Direção: Brad Bird.
Duração: 129 minutos.
Gênero: Aventura, Ficção Científica, Mistério.
País de Origem: Estados Unidos da América (EUA).

É louvável a iniciativa da Companhia de Artes Nissi em realizar um filme que aborde um assunto tão debatido, mas tratado com descaso pelo poder público: as drogas. “Metanoia – Mães de Joelhos, Filhos de Pé”, primeira grande produção do grupo de teatro Jeová Nissi em parceria com a 4U Filmes, narra a história de um rapaz que enfrenta a dependência de crack desde a sua iniciação até o período de desintoxicação. O nome que dá título ao filme vem do grego metanoien e significa mudança de mente, transformação.
O filme foi gravado em grande parte na Cracolândia e no Jardim Ângela, em São Paulo. Lá na Zona Sul da capital paulista, Eduardo (Caíque Oliveira), um rapaz de aparentemente 25 anos, vive com Solange (Einat Falbel), sua mãe. Ela o criou sozinha desde pequeno. Apesar de já manter contato com a maconha, Eduardo não mantém o vício nas drogas até conhecer Jeff (Caio Blat), um playboy que o oferece crack. Num estalar de dedos, o rapaz se vicia e sofre sua primeira transformação. De um filho obediente torna-se agressivo.
Nem com a morte de Jeff (isto não é spoiler), Eduardo deixa o vício, pois como ele mesmo diz “aquela pedra [o crack] já estava dentro de mim”. A partir de então, ele começa a vender objetos pessoais, da mãe e passa a assaltar pessoas a mão armada. O rapaz alegre e espontâneo agora é sujo, viciado e morador de rua.

O ator Caio Blat participou do filme. (Foto/Divulgação)

Pecados -
Por ser ambientado em uma zona periférica de São Paulo, o personagem Eduardo é cheio de gírias, o que pode levar o expectador de outras localidades do Brasil a um certo desconforto. Contudo, é interessante a forma como o diretor Miguel Nagle descreveu esse universo. Ele, que divide o roteiro com Caíque Oliveira, evita os clichês religiosos, mas peca por apresentar uma sequência narrativa não-linear em que não fica perceptível o que é passado e presente. As cenas em que Eduardo está preso em um quarto fechado por grades e suas atividades anteriores não sofrem nenhuma quebra ou sinalização do que está acontecendo.
Curiosamente, por viver em um bairro tipicamente violento e que sofre influência do tráfico de drogas, Eduardo não ficou refém dessas substâncias ilícitas a partir do relacionamento com moradores da comunidade, mas por alguém estranho aquela zona. O que, de fato, não deixa de acontecer em muitas famílias da periferia. Mas não há só esta falha. A situação do personagem central não é tratada como um caso de saúde pública, pois não há intervenção do poder público para resolver o problema. Ele sequer é citado. Isto se dá em virtude da escolha adotada pelos roteiristas que, por serem cristãos, recorreram a espiritualidade como forma de “salvação” ou “transformação” de Eduardo.


Cena emocionante entre Solange Couto e Silvio Guindane. (Foto/Divulgação)


Salvação -
Uma das cenas mais brilhantes do filme foi protagonizada por Solange Couto e Silvio Guindane. Os dois se reencontram depois de 14 anos. Em 2001, eles viveram a dupla Dona Jura e Basílio na novela O Clone (Rede Globo). Desta vez, na tela do cinema, eles interpretam Clara e Cadu, mãe e filho, respectivamente.
O momento é de extrema emoção, já que Clara é uma mãe que não aceita a condição do filho. Ele abandonou a família para residir na Cracolândia. Solange Couto, que na época da gravação estava bem forte, nos constrange com sua atuação forte e comovente. Os diálogos são dilacerantes, pois só quem passa ou já passou por uma experiência como esta sabe o quão angustiante é ter um filho, parente ou amigo à mercê das drogas. Em um momento, ao ser orientado por Clara para que deixe de se matar com o crack, Cadu se compara a um morto e adverte: “Como é que se mata alguém que está morto?”
“Metanoia - Mãe de Joelhos, Filhos de Pé” é um filme cristão. Ele foi vencedor de oito prêmios no II Festival Nacional de Cinema Cristão, incluindo melhor filme. Para ser lançado, Caíque e parte da equipe da Cia de Artes Nissi arrecadaram cerca de R$ 900 mil com a venda de trufas, CD’s, DVD’s, camisas e outros utensílios da companhia.
Parte da renda arrecadada com a exibição de Metanoia será destinada à construção de uma clínica para tratamento de dependentes químicos. Em um vídeo que circula pelas redes sociais, Caíque Oliveira diz que o projeto Metanoia não acabará após o lançamento nos cinemas. “O objetivo dessa obra é construirmos uma clínica de tratamento para artistas usuários da droga. Queremos ajudar a recuperar a essência desses artistas. Cantamos ‘meus heróis morreram de overdose’, mas até quando teremos que perder pessoas tão preciosas por causa das drogas?”, questionou.
Na semana de estreia, Metanoia foi exibido em 48 salas de cinema pelo país e teve a melhor média de público por sala de um filme nacional de estreia. Entre os lançamentos daquela semana - oito no total -, Metanoia conquistou a segunda melhor média de público. Além disso, a produção alcançou a terceira melhor média de público entre os dez filmes mais assistidos no final de semana passado. 

Retirado do blog Manuscrito.

Ação, drama e aflição são sentimentos que certamente envolvem esse filme. O diretor Brad Peyton traz uma história com o núcleo principal no piloto de resgate Ray (Dwayne Johnson), na ex esposa dele, Emma (Carla Gugino), que está prestes a ir morar com a sua filha, Blake (Alexandra Daddario), na casa do seu novo namorado, Daniel (Ioan Gruffudd). E iria, mas um grande fenômeno natural destruiu a cidade em que eles viviam, São Francisco (EUA). 

O filme atinge ainda mais o público por extrair elementos da realidade, afinal, a falha de San Andreas realmente existe na Califórnia, e em circunstâncias semelhantes às que o professor Lawrence (Paul Giamatti) explica no filme. E esse fato é o que gera ainda mais aflição no público. É saber que toda aquela destruição pode mesmo ocorrer naquela cidade.

O drama deste filme começa quando os terremotos fruto do choque entre placas tectônicas na Califórnia começam a apresentar maior magnitude. Ao atingir a cidade de São Francisco, onde Emma e Blake se encontram, o piloto Ray se vê forçado a partir em busca das duas para salvá-las do desastre. O público mais atento pode até pensar se seria egoísmo dele enquanto piloto de resgate em desastres deixar de salvar muitas outras pessoas para salvar apenas duas. Seria uma questão para se pensar rápido: suas obrigações do trabalho, ou sua família? Ray optou por sua família. 

Ray e sua ex esposa, Emma

Em meio a muitos obstáculos e circunstâncias típicas de filmes desse gênero, que fazem o público o tempo inteiro acreditar que os personagens não vão conseguir se salvar, Ray finalmente consegue salvar Emma. O problema é encontrar e salvar Blake.

Blake estava no centro de São Francisco, acompanhada pelo namorado da mãe, quando os terremotos atingiram a cidade e o carro deles no estacionamento de um prédio ficou preso por um bloco de concreto que desabou. Daniel não consegue livrar ela e diz que vai sair em procura de ajuda. Avisa um segurança no local e, desnorteado, vai embora, acompanhando a multidão (assistam para saber o glorioso final de Daniel).

Antes de entrar no carro com Daniel, Blake paquera Ben (Hugo Johnstone-Burt), um jovem estudante de arquitetura à procura de trabalho na empresa do futuro padrasto dela. Acompanhado do irmão pequeno, Ollie (Art Parkinson), Ben escuta a súplica de Daniel para o segurança e rapidamente, em uma cena meio forçada, entende que é Blake. E parte para salvar a garota, algo que o namorado da mãe dela não conseguiu.

Da direita - Ollie, Blake e Ben, ao se depararem com a chegada de um tsunami

A partir daí, a história está feita. A reaproximação da família, feita somente devido à catástrofe que os assolou, a demonstração de heroísmo de Blake, que partiu em busca de salvação junto aos rapazes que acabara de conhecer, mas acabou os livrando da morte por entender de muitos artifícios para sobreviver em meio a eventos como esse, provavelmente aprendidos com o seu pai. E muita, mas muita emoção, mesmo. 

Cada minuto desde o início das catástrofes faz o público ficar aflito com tudo o que acontece. Mesmo tendo a certeza de que em produções como esta, os protagonistas irão sobreviver a tudo e a todos, algumas partes realmente fazem com que esse fato seja questionado. Palmas para os efeitos visuais (veja como é o filme sem efeitos visuais em um dos vídeos abaixo). 

Para quem gosta de filmes com excelentes efeitos especiais e também gosta de sentir muita emoção, este filme é recomendável. Veja também a crítica desse blog para outro filme que envolve muita emoção: Mad Max: Estrada da Fúria.


Veja aqui um vídeo muito interessante que eu encontrei na internet. São algumas cenas desse filme sem os efeitos especiais. Serve para dar uma dimensão das atuações (quando eles fingem que algo está acontecendo, enquanto na verdade não está) e dos próprios efeitos especiais, sem os quais esse tipo de filme não existiria.

Ficha Técnica

Filme: Terremoto: A Falha de San Andreas (San Andreas).
Data de Estreia: 2015.
Direção: Brad Peyton..
Duração: 114 minutos.
Gênero: Ação, Drama.
País de Origem: Estados Unidos da América (EUA).

A rotina pode ser um problema na vida das pessoas. Eduarda (Vanessa Glácomo) percebe isso quando reflete sobre a sua vida e chega à conlusão de que seu relacionamento com Marcos (Rafael Infante) não anda nada bem, nem mesmo em relação ao filho do casal. Ela termina. Os dias de solteiros seguem e os dois encontram outras pessoas. Por intermédio da amiga de infância Isabel (Fernanda Paes Leme), Eduarda encontra Leo (Marcelo Serrado), iniciando, assim, o foco da comédia do diretor Paulo Fontenelle.

Marcos (Rafael Infante), Eduarda (Vanessa Giácomo) e o filho em momentos de alegria da família

Os protagonistas desse filme criam um elo com o público a partir dos monólogos no divã – assim como em Divã (2009) estrelado por Lilia Cabral, esse instrumento da psicanálise é representado na narrativa suprimindo a figura do psicanalista para focar nas emoções dos personagens. Ao decorrer dos relatos, Eduarda e Marcos contextualizam suas vidas e apresentam alguns elementos de comédia, que conseguem arrancar algumas risadas do público.

Para esquecer Marcos, Eduarda se encontra com alguns homens. E com Leo, Eduarda vive mais que algo casual. Eles se envolvem e iniciam até um romance que dura algum tempo. Essa passagem pode ser explicada pelo vazio que Eduarda sente ao se afastar do seu ex marido, se deixando apaixonar por Leo na tentativa de não ficar solitária.

Leo (Marcelo Serrado) e Eduarda, em encontro amoroso

Esse romance entra em crise quando Marcos visita Eduarda e se depara com Leo, de toalha, na casa dela. O golpe de Marcos em Leo seria explicado pelo ciúme de um ex marido que ainda ama a mulher, se não fosse pelo fato de Leo ser o psicanalista de Marcos, o fazendo pensar que Leo estava se relacionando com Eduarda por saber tudo sobre ela. Essa dúvida também assola Eduarda e a faz ficar balançada em relação ao caráter de Leo.

Marcos e Eduarda discutem, enquanto Leo tenta se explicar

A dúvida não ganha muitas proporções na trama, e o desfecho se dá quando Leo pede pra encontrar Eduarda, para se explicar. Na conversa, ele confessa que recebeu uma proposta de trabalho no exterior e pede para ela largar tudo no Brasil e partir com ele. A construção fílmica não dá suporte a essa pergunta, e leva o público a se perguntar se não seria muita precipitação dele fazer esse pedido. Eduarda não aceita, claro, afirmando que também recebeu uma boa proposta de emprego no hospital em que trabalhava e que não largaria sua vida por ele.

No filme, há outros aspectos passíveis de comentários. O residente médico Guilherme (George Sauma) é o estereótipo de um estudante que acompanha sua instrutora, no filme, Eduarda. Esse personagem, por ser atrapalhado e cumprir todas as instruções de forma muito correta, tem a intenção de ser engraçado. E é, mas nem tanto. A atuação de George Sauma e o contexto dos diálogos não cumprem totalmente a função de divertir.

Eduarda no hospital com o seu residente, Guilherme (George Sauma)

Já Fernanda Paes Leme, por outro lado, conquista o público com a personagem Isabel. Com diálogos relacionados ao sexo, a personagem conquista sorrisos por sempre conseguir de forma inesperada relacionar os assuntos a essa temática.

Eduarda e Isabel (Fernanda Paes Leme) em encontro das amigas

A presença do seu irmão Carlinhos (presença especial do Fiuk) também diverte com a história do “irmão apaixonado pela melhor amiga da irmã”, no caso, a Eduarda. Ao convidá-la pra sair e levar o maior fora, Carlinhos convence Eduarda a esquecer de Marcos com uma transa casual. A médica acaba aceitando, mas pede para irem com calma. Carlinhos não consegue se controlar e chega até a pedir pra apanhar. Ela volta a si e dá outro fora no irmão da melhor amiga.

Carlinhos (Fiuk), em encontro com Eduarda

Outra situação que diverte é quando Eduarda sai do Rio de janeiro e vai a um evento em São Paulo, e dorme com o palestrante Julio (Maurício Mattar). Ao se levantar durante a madrugada para tomar água, Eduarda se depara com o seu residente Guilherme dormindo no sofá da sala. Quando questiona o porquê do jovem estar ali, descobre que aquele que ela dormiu é o pai dele, criando uma situação embaraçante para a personagem.


O final do filme não surpreende quando Eduarda dá uma festa de comemoração à sua promoção no trabalho e Marcos aparece por lá. Ao pedir desculpas, na mesma hora Eduarda aceita e eles se beijam acaloradamente – a mensagem do filme é que uma pessoa precisa redescobrir a paixão para amar, como é anunciado pelos próprios criadores da comédia. Sem dúvidas existem casais que vão e voltam sem muitos rodeios. Mas em um filme, soa melhor não tornar as situações tão previsíveis.


Ficha Técnica

Filme: Divã a 2.
Data de Estreia: 2015.
Direção: Paulo Fontenelle.
Duração: 90 minutos.
Gênero: Comédia.
País de Origem: Brasil.