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“Vai ser bem, bem melhor que você pensou”, diz o trecho de “Maré”, música que integra o álbum “Vista pro Mar”, do
cantor capixaba SILVA, e que deu tom ao show realizado no Teatro Arthur Azevedo,
na última terça-feira (2). Apesar da canção não ter entrado no repertório da
apresentação, sua aura foi sentida pelo público ludovicense que pode se
encantar com a simplicidade e sutileza da voz de SILVA.
Na
ocasião, ele apresentou o show “Vista pro Mar”, pincelando músicas do último
álbum e de “Claridão”, seu primeiro disco. Houve também a interpretação de
“Mais Feliz”, composição Bebel Gilberto e Cazuza, que foi gravada por
Adriana Calcanhoto e recebeu nova roupagem.
Quem fez
as honras da casa foi a cantora maranhense Nathalia Ferro. Num look moderno,
que compunha saia em comprimento midi e sapatos Oxford nas cores creme e blusa
estampada, ela fez um pocket show de seis músicas do mais recente álbum, “Alice
Ainda” (ouça o álbum completo aqui), que foi lançado virtualmente nas plataformas souncloud e youtube no
último mês de abril.
Ferro traz
no disco 12 faixas de 11 compositores maranhenses. Entre eles Phill Veras,
Betto Pereira, Beto Ehongue, Marcos Lamy, Hermes de Castro, Lucas Maciel, Adnon
Soares, Paulo César Linhares, Laila Razzo, Marcello Oliveira, Léo Del Nery,
além dela mesma.
O pocket
show foi bem intimista. No set list, “Vila Esperança”, “Ana e a Lua”, “Como
qualquer chiclete”, “Música do Sereno”, “Grilos” e “O que não é de mim”. Ferro
foi acompanhada por João Simas (violão) e Carlos Silva (cajon/pandeiro).
Contudo, o
público estava esperando mesmo por SILVA. Essa seria a primeira apresentação do
artista na capital maranhense. Ele já havia estado no Maranhão há alguns anos
para acompanhar o irmão (Lucas Silva) em turnê por São Luís e Imperatriz.
Para abrir
o show, SILVA escolheu “Vista pro Mar”. Como ele é bem perfeccionista, não se
sabe se a escolha da música foi um trocadilho, já que São Luís é uma cidade
litorânea. De cara o público imergiu na vibe tranquila e nos beats
eletrônicos da canção. Desse álbum foram cantadas “É preciso dizer”, “Okinawa”,
“Disco Novo”, “Volta”, “Ainda”, “Universo” e “Janeiro”. Por incrível que
pareça, “Entardecer”, música que traz um pouco de reggae não foi cantada por
SILVA no show. Justamente na terra que é conhecida como a Jamaica Brasileira.
Do disco
“Claridão”, além da música, SILVA cantou “2012”, “A visita”, “Moletom”, “Mais
cedo” e “Imergir”. Como de costume, ele estava vestido com camisa e calças pretas.
A simplicidade é algo que reina na vida do cantor. Ele dividiu o palco do
Teatro Arthur Azevedo com o baterista Hugo Coutinho, que lhe acompanha desde o
início da carreira.
O show foi
bastante contemplativo. A plateia não dançou, berrou (apesar de um garoto gritar constantemente “lindo” para SILVA a cada
final de música) ou ficou em pé. Na verdade, o público parecia estar encantado
com cada nova música interpretada pelo capixaba. Tímido, ele não falou muito,
mas no pouco que se comunicou agradeceu o carinho dos fãs maranhenses, elogiou a
beleza da cidade e do teatro, um dos locais mais bonitos visto por ele.
Ao
encerrar o show, o público pediu que SILVA retornasse ao palco. Ele voltou e
cantou “Janeiro”. Ao final de tudo, ainda se dispôs a ficar quase uma hora
tirando fotos com fãs. É muito fofo, não é verdade? De São Luís, SILVA saiu em
turnê por outras capitais do nordeste, como Fortaleza (CE), Maceió (AL), Natal (RN)
e Recife (PE).
Quem é
SILVA?
Lembro
como se fosse hoje a primeira vez que ouvi falar de SILVA. Estava zapeando pela
televisão à procura de algo bom e útil para meu entretenimento quando, de
repente, num intervalo da “Sessão da Tarde”, assisto a propaganda do mais novo
lançamento da Som Livre. “Vista pro Mar” era o nome do álbum. A vinheta
salientava a participação de Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, que no
disco faz um duo em “Okinawa” (assista o clipe aqui). A música chamou-me bastante atenção. O tal
SILVA também.
Seria ele “só
mais um Silva que a estrela não brilha”, como diz o funk “Rap do Silva” (relembre aqui), do MC
Marcinho? Resolvi tirar minhas próprias conclusões e fui pesquisar. De imediato, imergir no som melancólico do álbum “Claridão”. Não sou de ouvir música
eletrônica, mas sempre que escuto procuro o que de melhor estão produzindo por
aí. Me surpreendi com o estilo de SILVA. É música eletrônica, MPB, indie, pop,
rock... uma mistura que soa bem aos ouvidos. E não, SILVA não era mais um Silva qualquer.
No set
list deparei-me com “A virada” (ouça aqui), única música do CD que tem por base o violino.
Na verdade, já conhecia o trabalho de SILVA e não sabia. Essa canção, em especial,
fez parte de uma das propagandas da empresa de celular Vivo. “Imergir”, outra
faixa do disco, também fez parte da trilha sonora da novela “Além do Horizonte”
(Rede Globo), como tema do casal protagonista, que era interpretado pelos
atores Thiago Rodrigues e Juliana Paiva.
A novela
não emplacou, mas a carreira de SILVA estava decolando. O capixaba foi
conquistando cada vez mais espaço na mídia e a crítica recebeu bem tanto o “Claridão”
quanto o “Vista pro Mar”. Eu, particularmente me dividi entre os dois.
Depois de
algum tempo ouvindo-o descobri que SILVA é irmão do Lucas Souza, um ex-cantor
gospel (assista o DVD "Revolução de Jesus" aqui). É que ele abandonou a carreira neste meio em 2013 por divergências com
o mercado musical. A partir de então, Lucas passou a assinar o sobrenome do
meio (Silva) e assessorar a carreira do irmão.
É Lucas que
compõe quase todas as canções SILVA. Irmãos na vida e na profissão, SILVA
contou-me (em entrevista que fiz para o jornal O Estado do Maranhão) que partiu
do próprio irmão a decisão de acompanhar sua carreira e que aquilo lhe deixava
muito feliz, pois segundo ele, Lucas tem um talento incrível para compor.
Lucas fica com a letra e SILVA com a parte de arranjos, melodias, ritmo. Uma parceria que tem dado muito
certo e conquistado um número maior de fãs. SILVA, que toca piano,
sintetizadores, órgão, guitarra, violino, violoncelo, violão, vibrafone e
ukelele, entre outros instrumentos, foi iniciado na música na infância. Sua mãe
é professora de musicalização, o tio pianista e o irmão músico.
“Claridão”
x “Vista pro Mar”
Apresentação de SILVA, no Teatro Arthur Azevedo. (Foto/Reprodução/Facebook)
Na
entrevista que tive com SILVA (leia na íntegra logo abaixo), ele
contou que quando estava produzindo o “Claridão” enfrentava um momento delicado
na vida. Sua principal referência familiar, o avô, tinha acabado de falecer. “Claridão”
recolhe as cinco músicas do EP “Silva”, lançado em 2011 na internet, e outras
sete que foram compostas para integrar o disco. É por isso que o álbum é bem
melancólico.
O disco
foi lançado em 2012, poucos meses após o falecimento do avô. A canção que abre
o CD é “2012” (ouça aqui). Ela retrata três passagens importantes na história dos irmãos Silva
que são contadas no seu decorrer, como o possível “fim do mundo” que estava
previsto para o ano de 2012, segundo o calendário Maia; a impossibilidade de o
avô ver os novos rumos que tomavam a carreira dos netos (quem se apressou perdeu toda essa luz crepuscular); assim como
celebra as novas oportunidades que estavam acontecendo para SILVA, já que
naquela época ele havia assinado contrato com a gravadora Som Livre (não quero certo, gosto mesmo do incerto/pode
ser belo o feio visto de perto/o avesso às vezes dá certo).
Para se
desvincular dessa imagem “melancólica”, SILVA decidiu trazer em seu próximo álbum
um som mais alto astral, que fosse para dançar. Para tanto, ele viajou com
Lucas para a Flórida, que fica na costa litorânea dos Estados Unidos, a fim de
visitar a irmã Lucília, que mora lá há bastante tempo. Naquele país, ao se
deparar com o clima e a cultura alternativa da cidade, começou a compor as
letras de “Vista pro Mar”.
O disco
foi finalizado em Portugal, terra que abraçou sua música. Em terras lusitanas,
SILVA conseguiu emplacar “A visita” em uma das novelas daquele país. O sucesso
lhe creditou apresentação na final da versão portuguesa do programa The X
Factor (assista a participação aqui).
“Vista pro
Mar” traz como músicas fortes “Okinawa”, “Janeiro”, “É preciso dizer” e
“Volta”. Esta última traz elementos do kuduro, ritmo angolano que tem se
espalhado pela África e chegou ao Brasil por meio da música “Vem Dançar
Kuduro”, versão brasileira de uma música francesa, interpretada pelo cantor Latino. Segundo SILVA, por achar que
essa canção não representa bem o kuduro, ele resolveu pesquisar o contexto
histórico do ritmo e viajou até a Angola para gravar o videoclipe de sua música
e gravar um documentário
Assista o documentário "Angola", de SILVA.
O
documentário é bem curto e registra a passagem de seis dias de SILVA na capital
angolana. O vídeo foi dirigido por Angelo Silva e William Sossai, amigos portugueses
que também se interessavam pela cultura africana. No doc, SILVA narra a evolução
do kuduro e a felicidade daquele povo, que mesmo enfrentando sérios problemas
econômicos, sociais e políticos, expressam por meio da música toda a sua
alegria.
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Show foi realizado apenas com a bateria de Hugo Coutinho e os sintetizadores de SILVA. (Foto/Reprodução/Instagram) |
ENTREVISTA
Em quase uma hora de conversa por telefone, SILVA comentou um pouco da sua carreira, o processo de
criação dos álbuns “Claridão” e “Vista pro Mar”, a proximidade com o irmão
Lucas Silva, religião, a inclusão de “Imergir” na trilha sonora de uma novela
global, contato com Fernanda Takai e sua ida a Angola, que resultou na gravação
do videoclipe de “Volta” e num documentário. Parte da entrevista foi publicada na edição de 2 de junho de 2015, do caderno Alternativo, no jornal O Estado do Maranhão.
Italo – Você se chama Lúcio da Silva Souza. Por que usar SILVA como
nome artístico?
SILVA - Eu escolhi SILVA por que eu não queria usar Lúcio e alguma
coisa... nome duplo, sabe? Depois de uma brincadeira entre amigos surgiu a ideia
de usar só SILVA. Tem também a relação com meu avô, que deu a minha família o
nome Silva. É uma homenagem a ele, que foi alguém muito importante pra
mim.
Italo – Crescestes em um ambiente religioso. Seu avô foi pastor e seu
irmão (Lucas Silva), por muito tempo, foi cantor de música gospel. Em algum
momento chegastes a cogitar a carreira gospel?
SILVA - Vivi num meio bem religioso. Foi uma escola muito
importante pra mim. Já toquei vários instrumentos e participei do coral na
igreja, mas nunca quis associar minha música a um caminho religioso. Sempre
achei que a música é uma coisa livre. Não queria ficar preso a um tema ou a
dogmas religiosos. Foi uma fase muito importante pra mim, mas que passou.
Italo – Em algumas entrevistas você chegou a declarar que tinha medo de
não ser muito bem recebido em Vitória (ES). Tanto que o primeiro show da sua
carreira foi em São Paulo, no Festival Sónar, logo após o lançamento do “Claridão”.
A cena autoral e independente de Vitória é fraca?
Italo – Em Vitória tem uma cena musical muito boa e promissora.
Tenho até um amigo que é muito bom e tenho certeza que quando lançar um álbum
vai chamar bastante atenção. Não divulgo o nome dele por que ele ainda não tem nada
gravado e nome artístico. Quando lancei minha carreira, tinha aquele pensamento
de que ‘santo de casa não faz milagre’. Só que com o tempo fui conquistando
espaço e mostrando que estava ali para trabalhar. O que Vitória não tem é uma
mídia que ajude na divulgação desses músicos. É difícil você ver algum trabalho de artistas capixabas que
vençam a barreira do Estado. É algo que eu quero e espero ver mudar.
Italo – Qual a tua primeira composição?
SILVA – “A visita” foi a primeira música que compus. Ela foi feita
na época em que morava na Irlanda e como não tinha muitos instrumentos, a base
dela é toda no violino.
Italo – Aliás, seu irmão (Lucas Silva) assina várias das suas canções.
Como é essa tua relação com ele?
SILVA – Lucas sempre foi um dos meus melhores amigos, apesar de ser
três anos mais velho do que eu. Temos uma relação muito próxima e partiu dele a
decisão de acompanhar minha carreira. Eu precisava muito dele, pois ele tinha
mais experiência nesse mercado da música e me ajudou muito com negociações com
a gravadora. Hoje, ele fecha meus shows e me
assessora. Além disso, ele tem um talento gigante pra letra, pois compõe muito
bem. Eu entrego a ele uma ideia de melodia e em 20 minutos me entrega uma
música. Dei muita sorte de ter um irmão com tantas boas qualidades trabalhando
comigo.
Italo – “2012” é a música que abre o disco “Claridão” e também é o ano em que você
assinou contrato com a Som Livre. Foi um ano marcante para você?
SILVA – Sem dúvida alguma esse ano foi muito importante. Foi um
ano de muita dúvida, angústia e de coisas boas para mim. Também foi a época em
que meu avô morreu. Ele foi um cara que sempre me apoiou musicalmente e não viu
nada acontecer. Fiquei muito mal com isso, pois ele era a pessoa que eu mais
queria que tivesse visto o que tinha acontecido comigo.
Italo - “Imergir” fez
parte da trilha sonora da novela Além do Horizonte (Rede Globo), como tema do
casal protagonista. Qual a sensação de ter uma música sua, do primeiro álbum,
em uma novela?
SILVA - Eu acho isso super positivo. Nunca imaginei ter uma música
minha em novela. Foi até engraçado. A fila pra se colocar uma música em novela
é gigante e nunca fui disso. Foi algo natural.
Italo – O álbum “Claridão” é bem melancólico, mas o “Vista pro Mar” é
bem alegre. Como foi o processo de criação do último disco?
SILVA – Então, depois que você passa por essa fase meio
melancólica, a tendência é se desapegar dela. Viajei pra Flórida com meu irmão
e lá pude conhecer um pouco da cidade, que é bem solar. Tem muitas praias e não
é muito down. O lugar era bem pra cima, mas eu gosto de coisas melancólicas. Só que o disco foi minha tentativa de fazer algo mais leve. Olhar menos pra dentro
e mais pra fora. Algo mais contemplativo. Fui tentando buscar esse som dentro
do que eu faço.
Italo – Como surgiu a ideia de chamar a Fernanda Takai para gravar "Okinawa"?
SILVA - Sempre admirei a postura da Takai. Costumo dizer que ela é
a artista que mais sabe lidar com o próprio ego. Nunca a vi dando chilique ou
uma de diva. Ela é sempre pé no chão, super moderna e sempre fui fã. Ao fazer
essa música queria a participação de uma mulher e quando ela foi surgindo
pensei logo na Takai. Só que não tínhamos uma ligação muito próxima. Depois de
um trabalho com o Nelson Mota, no Rio de Janeiro, pude conhecê-la melhor e
passei a trocar emails. Quando a Lana Del Rey fez um show em Belo Horizonte, a
Takai estava lá. Levei a demo da música pra ela ouvir, saímos para almoçar e depois
aceitou gravar comigo.
Italo – Recentemente, você gravou o videoclipe de “Volta” e um
documentário na Angola. Qual a sua relação com o continente africano?
SILVA – “Volta” tem bastante referência africana. Fiz essa música
em um aplicativo de celular e na época estava ouvindo muita coisa africana.
Percebi que tinha referência do kuduro e fui estudar mais sobre esse ritmo. Ao
chegar a Angola, senti a necessidade de registrar um país que muitos de nós
desconhecem, pois os angolanos são bem alegres. E essa alegria que queria
passar para todos.
Italo – Muitos críticos de música afirmam que você é uma das promessas
da nova MPB. Gostas dessa referência?
SILVA - Não gosto muito dessa coisa de ‘a nova MPB’. Acho isso
pretensioso demais. O que eu faço é uma coisa minha. Não tenho um grupo de
pessoas que andam comigo e a gente tem um som parecido. Não me enxergo nessa
coisa de MPB.
Italo – Então, você se considera um artista pop?
SILVA - Pop é uma coisa mal compreendida. As pessoas costumam
associá-lo a Britney Spears e, sei lá, não necessariamente é isso. Steve Wonder
é pop pra mim. Pop é um gênero que costuma ter uma relação com a
contemporaneidade. Nunca quis fazer um gênero tradicional, mas sempre me
permiti experimentar coisas novas.
Italo – Você tem uma ligação muito forte com a música eletrônica. Ao se
lançar profissionalmente, em 2011, não sentia medo do público não absorver bem
a sua proposta de mesclar vários ritmos musicais?
SILVA - Quando eu ouso demais em alguma música eu tenho medo das
pessoas não entenderem a minha proposta. Se a coisa não ficar muito
‘entendível’ eu não lanço. Gosto de me comunicar com as pessoas por meio do
som.
Italo – Existe alguma música que você ousou demais?
SILVA - “Mais Cedo” [cliquei aqui e ouça]. Quando fui para o Japão no ano passado eles
falaram: “Essa é a música que te trouxe pra cá. É uma música brasileira, mas
que não tem indícios de uma música brasileira”. Ao ouvir isso deles fiquei
muito feliz, pois ela flerta com vários gêneros e é uma música que eu realmente
acho muito corajosa.
Italo – Existe alguma música que não pode faltar nos teus shows?
SILVA – Hoje está bem complicado montar um set list. Não posso
tocar os dois discos inteiros, pois o show ficaria grande demais. Gosto de
fazer um show de no máximo 1h30 pra não cansar o público, mas por exemplo, se
eu não tocar “A visita” com violino, as pessoas me reclamam depois nas redes
sociais. “12 de maio” e “2012 são outras músicas do “Claridão” que eu sempre
tenho que tocar. Já do “Vista pro Mar”, sempre toco “É preciso dizer” e “Universo”.
Italo – Você tem formação em violino. Uma das suas músicas mais
conhecidas tem por base o violino. Qual é a tua relação com esse instrumento?
SILVA – O violino é um instrumento cruel, mas é uma coisa que eu
amo. Lembro que no início era um sofrimento, pois era muito difícil de
aprender. Comecei dos 5 para os 6 anos e fui muito disciplinado pela minha mãe
que sempre ficava no meu pé. Logo que terminei de fazer o EP, em 2011, me
formei em violino. Hoje estou meio enferrujado por causa da rotina de viagens,
mas nunca parei de estudar.
Italo – O que você conhece do Maranhão?
SILVA – Já ouvi falar que a culinária é muito boa e que tem ótimos
lugares para si conhecer. Também tenho muitos amigos músicos que falam que a
cena de reggae é muito forte. É uma coisa que eu amo.
Assista o videoclipe de "Volta", gravado na Angola.